Tão bom quanto brigadeiro

ima imagi

Não faz muito tempo, fui convocada por alguns amigos do mercado a responder uma publicação intitulada “Por que criativos talentosos estão deixando sua agência de merda”. No texto, escrito por Murat Mutlu, ele descrevia detalhadamente os motivos para esse exôdo de talentos que tem acontecido em todas as escalas.

Esta semana me lembrei disso ao ler o excelente e badalado texto escrito pelo nosso Rafa Simi aqui, que tratava exatamente de talentos escapando das empresas para o empreendedorismo.

Falando das agências especialmente, vou tentar passar um pouco do outro lado: o lado de quem precisa se esforçar diariamente para reter os seus talentos.

Em um dos trechos, Murat dizia: “As pessoas que geram todas as ideias e trabalham estão evoluindo e percebendo que eles mesmos poderiam estar colhendo as recompensas em vez da agência.”

Bem, eu acredito que quando você trabalha por você e pelo seu próprio crescimento profissional, sempre estará colhendo recompensas. E recompensas podem ser experiências, conhecimento e aprendizado acumulado a cada novo trabalho. Eu defendo muito o empreendedorismo. Acho que é uma característica que todos devem cultivar, não apenas para abrir um negócio, mas para expandir suas capacidades e se desafiar. Acho ótimo ter na equipe pessoas empreendedoras. Já fizemos um post por aqui falando dos hobbies da nossa equipe e, em todos os casos, eles estão fazendo exatamente isso: colhendo recompensas, que podem ser prazer ou lucro financeiro. De toda forma, eu acho incrível e tento motivar e ajudar no que posso.

Mas além disso, é importante lembrar que é possível ser empreendedor trabalhando em uma empresa. É possível ser empreendedor na criação de uma agência e é, alias, muito bem-vinda esta atitude. Empreender tem a ver com ser proativo, tem a ver com contribuir com a melhoria da produtividade.

Então, antes de trocar de carreira ou de empresa, todo profissional deve se perguntar se é a empresa que ele trabalha que o está incomodando ou se é o tipo de trabalho que ele desenvolve, porque muitas pessoas acabam trocando de empresa esperando encontrar na próxima uma satisfação que nunca chegará. Simplesmente porque ele está infeliz com sua carreira ou profissão e isso pode acontecer por diversos motivos.

Acho que qualquer profissão tem seus prazeres e seus castigos. Para escolher a melhor pra você, é preciso considerar os dois lados e ver se os prazeres serão tão grandes a ponto de ajudar a superar os castigos.

Não é diferente quando você se torna empresário e é um erro comum achar que abrir um negócio para finalmente ser seu próprio chefe vai te garantir dias de eterna felicidade, porque os bastidores das sua paixão sempre envolverão impostos, gerentes de banco, sindicatos, boletos, etc.

Aqui na Imaginando, tento fazer a minha parte como líder para tornar a empresa um bom lugar para trabalhar, onde as pessoas encontrem desafios profissionais, mas também encontrem amigos e boas risadas. Acho que é isso que se chama motivação. Mas acho que a motivação também é uma busca individual, que envolve muito do que falei anteriormente e que as pessoas em geral têm colocado muito na conta das empresas, quando deveriam estar fazendo suas próprias buscas também.

Além disso, mesmo tentando evitar as jornadas de trabalho exaustivas e sem resultado, mesmo tentando manter um clima de alegria e os desafios em alta, ainda assim, trabalhar nunca será tão bom quanto comer brigadeiros.

Por Líu Brito

  1 comment for “Tão bom quanto brigadeiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *